
Vícios - Bishcoito Globo, Guaravita e ele 
Feliz da vida com a canga do Biscoito Globo versão doce. Detalhe: não apareceu a canga.
(foto: Elza)
Zoeira/RJ, funny as always. Brigada Lza!
A LEI DO DESEJO (La Ley del deseo), Espanha, 1987, dir: Pedro Almodóvar. Voltou aos cinemas em cópia nova.
(Chamar o namorado pra ver um filme do Almodóvar é uma tarefa tão árdua que nem vale a pena tentar. Melhor ir com as amigas pra não ouvir reclamação depois. Pronto, avisei.)
Antonio Banderas, novinho de tudo nesse filme (pudera, 20 anos atrás), faz o papel de um moço obcecado por Pablo, cineasta gay que está escrevendo um filme sobre o irmão que virou transexual para manter um caso com o pai. Sim, incesto, homossexualidade e padres pervertidos (não falei deles, mas tem um no filme). Típico Almodóvar. É sobre amor e ódio, intensidade, limites e, claro, desejo. Causou polêmica na época por causa de uma cena de sexo anal entre Antonio e Pablo, mas sinceramente, tem coisa muito mais bacana pra destacar aqui, como a atuação incrível de Carmen Maura como a travesti Tina ou mesmo a participação daquela atriz estranhaça, Rossy de Palma, meio musa do Almodóvar (aparece em várias fitas - "Ata-me", "Mulheres à beira de um ataque de nervos", etc). Apesar de seu rosto bem "fora do padrão", nunca pensou em fazer plástica e já participou até de desfiles de Jean-Paul Gaultier (essa foi novidade, quem me contou foi Mario Mendes, editor da revista Daslu).
O céu caindo lá fora não impediu a galera de colar forte na festinha. Afinal, somos todos guerreiros (yeah) e convenhamos, era um belíssimo pacote: Akin, Shaw, PG nas pick ups e uma surpresinha pra galera. A pista tava linda: gente bonita, sonzera rolando, vários amigos.
"O Nápoli achou o beat da "Preso no Latão", vamos botar no setlist, vou passar pro computer do Makoto, já volto". Mundo mudérno, bluetooth resolveu em alguns segundos, "que horas são?" "1h30, o Chico já tá se agilizando pra entrar". Dj PG bombando as pedradas, eis que... fiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuunnnn. ACABOU A LUZ!!
É. Da Cardeal pra lá, vila Madaloca inteira apagada. Fudeu. Que merda. PQP. Só vinha palavrão na minha cabeça, mas porra (!), sacanagem com a galera que colou. E nossas mãos, atadas. "Vamos esperar um pouco, se não voltar vamos liberar a entrada de todo mundo". Uma hora, uma hora e meia, duas... Alguém saca, do além, um violão. Enquanto forma-se uma rodinha no lado aberto do Studio tocando os hits de acampamento, um povo resolve vazar e outro permanece lá, firme e forte. "Melhor avisar pra eles que já era, Shaw". Mas aí, aí que essa galera é tão fodástica que ele não agüentou. Pediu para escolherem e mandou as rimas acapella. Às vezes, um truta na platéia fazia o beatbox e outro o sample, enquanto uma lanterninha fazia a iluminação (Muito engraçado!!! O Kamau filmou, se der eu posto aqui depois). Bom, ele rimou até o segurança mandar a gente ralar. E olha que ele não só deixou "só mais uma aí, moço", como curtiu junto.
4h30 da manhã, jantando no Hervi* à luz de velas, puf! Deu-se a luz.
*(Hervi é o cara que faz o melhor e mais tradicional lanche prensado da vila Madá. O trailer dele fica na Fradique Coutinho de quinta a domingo a partir das 23h, mas qq um que freqüente a vila tá ligado)
De qualquer forma:
1) MUITO OBRIGADA pela compreensão e força da galera. Todo mundo super solícito, style pacarai!
2) MUITO OBRIGADA aos queridos que deram uma força master na divulga, que tão no corre com a gente (vcs mesmos, tão ligados!)
3) REMARCAMOS!! 07/03, sexta-feira, lá mesmo no Studio SP ! E COM MUITA LUZ!!!!!!!!!!!
Tava limpando meus e-mails e esse é tão insólito que precisei dividir com vcs!
Tá procurando trampo? Essa é sua grande chance profissional!!! hahahaha
> From: xxxxxxx
> Subject: 50 vagas - inicio imediato para colher frutas na Nova Zelandia
> To:
> Date: Wed, 19 Dec 2007 11:55:26 -0200
>
> - Início imediato;
> - não precisa falar Inglês;
> - assessoria local para obter o visto de trabalho;
> - salário mínimo de NZ$ 2.000
>
> Muito Obrigado.
> Marcelo Toledo
> Diretor Geral
> M/Brazil Intercâmbios - desde 1998
> www.INTERCAMBIO.in
>
> www.TRIPULANTES.com.br
> tel 11 - 4033-7122 / 9452-6805/
> Matriz - Jundiai-SP
> MSN- campinas@mbrazil.com.br
MEU NOME NÃO É JOHNNY, 2008, Brasil, dir: Mauro Lima. A intenção era assistir ao "Império dos Sonhos" do David Lynch, mas as 3 horas de filme acabaram nos fazendo procurar outra opção. A frase "baseado em uma história real" sempre me atraiu muito e somada ao fato do Selton Mello ser um ator interessante (no sentido de buscar sempre personagens desafiadores), acabamos entrando, sem muitas expectativas. Esse é o lado bom de ver um filme logo que entra em cartaz: não tendo referências, vc não superestima nem subestima o dito cujo. "Meu nome não é Johnny" é baseado na história de João Guilherme Estrella, um dos maiores traficantes de cocaína na alta sociedade carioca na década de 80, 90. Típico adolescente de classe média, começou fumando uns com os amigos surfistas, passou pra cocaína e, em uma situação em que todos estavam sem grana, acabou pegando a mercadoria em consignação prometendo pagar em 3 dias. Vendeu tudo com facilidade o que acabou levando João a repetir a história mais uma e mais uma e mais uma vez. E assim a vida do cara foi se desenrolando, tudo sem maiores planejamentos, uma coisa levando à outra, simplesmente acontecendo. Ele não enriquecia pois gastava tudo o que lucrava em festas, bebidas, drogas, enfim, um esquema carpe diem ao extremo. Ainda assim, não teria sido nada demais se ele não tivesse sido preso e, graças ao bom senso da juíza que entendeu que o cara não era nenhum Pablo Escobar e o condenou a dois anos de tratamento em um hospital psiquiatríco (nada à la "Bicho de Sete Cabeças"), o cara realmente se recuperou e hoje é músico e compositor. Sério. Vida real. Provavelmente agora, embalado pelo filme, João Estrella vai lançar seu cd e viver feliz para sempre. Fim.

Festinha noróóóóótica pra começar janeiro bem!!! Sabadão, 12/01 no Studio SP!
E tem atração surpresa, morra de curiosidade.
Nomes na lista - cafecombolachas@gmail.com
Dezembro é pura intensidade. Muito calor, muito trampo, muito pouco tempo (hehe), muito consumismo, muita festinha, muito "te considero"... Muita reflexão e decisões clichês. Muito saco cheio de toda essa coisa irritantemente branca e prata. Se você é do tipo que espera dia 31 pra mudar sua vida (seja emagrecer, seja trabalhar mais, seja parar de fumar ou beber), sorry, isso não passa de desculpa barata pra meter o pé na jaca mais um pouco. A hora de mudar é qualquer hora. A hora de evoluir é a hora que vc percebe que algo está te fazendo mal. Dois mil e sete? Conquistei algumas paradas importantes, perdi outras pelo caminho. Melhorei um lado, esqueci de outro. Conheci muitas pessoas incríveis e me decepcionei com pessoas que realmente me importavam. Mas e daí? O ano vai mudar e tudo vai continuar igual.
A vida é tipo um equalizador e vc vai compensando o que falta, controlando o que sobra. Nunca vai ficar flat porque quando isso acontecer, baby, perdeu a graça.
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E como eu disse... muita festinha!




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