4703 - ANO BOM PRA CASAR!!

Para os chineses, o ano é 4703. É isso mesmo, o ano do cachorro! O cachorro simboliza a prosperidade financeira, profissional e familiar - o som dos latidos para os chineses é Wang, a mesma pronúncia de prosperidade e esperança. A passagem do tempo é medido pelo calendário lunar que prevê um período de 385 dias para este ano, um mês extra entre o sétimo e oitavo mês - fenômeno ocorrido apenas 12 vezes desde o ano 221. São dois "litchuns", ou seja, dois dias que marcam a chegada da primavera. Para os chineses, esse é um grande sinal para o casamento!

Meio-dia aqui, meia-noite lá. Muito barulho, muita música invade a Liberdade. O bairro, que já costuma lotar por causa da feirinha de domingo, estava simplesmente lindo. Lanternas vermelhas, ideogramas enormes, pessoas felizes, cheiro bom de quitutes diversos. De tudo um pouco. Barraquinha de doces caramelados, aula de mandarim e caligrafia chinesa de graça, atendimento de acupuntura, feng shui. Tinha até a barraca do templo Zulai. E quando percebemos o dia já passou... 

 (Wang!)

 (André e o irmão no comando do gongo e pratos (ou "bate-coiso" hehehe) e os leões simbolizando prosperidade, força e bondade)

 (A dança do Dragão invoca prosperidade agrícola e renovação)

 (E para quem quiser almoçar pelo bairro, dica boa e barata: Nandemoya - R. Américo de Campos, 9 - sushi, sashimi, tempurá, guiozá, temaki, missoshiru, harumaki, bifun, yakissoba, tudo por kilo! É pra se acabar! Se quiser/ puder gastar um pouco mais: Takô - R. da Glória, 746 (o chato é que pode fumar lá dentro))

BOAS AQUISIÇÕES

Coió. Ise. FTL Crew. Pigmeus. Impossível dar um rolê e não dar de cara com nenhum desses nomes nos muros da city. Vandalismo regado a Ácido Sonoro. De canja, ainda tem participação do Força Delta (ou Akin, Ácido Sônico e Deokah). Tudo isso na versão DVD ou VHS - SUJO 2 - no conforto do seu lar, pelo info@aortacorp.com. Mas se vc é de Sampa, levanta a bunda e cola na Grapixo, subsolo da galeria do rock, vale a visita.

No mesmo rolê, outra excelente aquisição: IKY´S TAPE, projeto do Iky com o dj Babão diretamente da Lapa Carioca pro teu stereo. Dos 28 sons, destaque para alguns nossos velhos conhecidos e alguns ilustres não tão conhecidos mas não menos bons: tem a pesada "Reflexões" do Tapechu, a engraçadíssima "Hã hã hã hãhã hã" dos cachaça crew Ol' Dirty Bacon (aka Nacho Garcia) e Gil, a levada foda de Shaw e Iky em "Puta q pariu", "Cobra Cega" do Gil (essa parte do meu cd já está até afundando), "Ralgedãopacha" (aka geral chapadão) do Chapadão, tem Menor do Chapa - do funk pro rép com o Funk nesse rap "Poético e Frenético", Airá o Crespo com Iky em "Nação Brutal"... Só não entendi o que "Diamantes" dA Força está fazendo no disco. A Iky´s Tape vc encontra na A-Place, Sigilo, Trucks Discos, Pavilhão e New Records. Ou ainda, pelo fernandams25@hotmail.com / (21)2224-8385. E um salve pra Brutal!  

"NO DIA SEGUINTE NINGUÉM MORREU."

Imagina se um dia, cansada de ser tão mal falada, a morte resolve abandonar um país. Não há mais mortos. Nem hoje, nem amanhã, nem depois de amanhã. O que aconteceria? O que, de ínicio, parece ser motivo de comemoração, logo vira desespero. O que seriam das agências funerárias? E da religião? Sem morte, não há purgatório e nem inferno! E os hospitais, cada vez mais lotados? Histórias sobre a ossuda existem aos montes, mas sobre a ausência dela... Esse é o enredo de "As Intermitências da Morte" de um dos mais importantes autores portugueses, José Saramago. Frases loooongas dão ritmo à história. Riqueza de vocabulário. Riqueza de imaginação.

"Ensaio Sobre a Cegueira" segue a mesma linha: Um dia, do nada, o cara fica cego. Cego de uma cegueira branca, diferente da comum. Sem motivo, sem precedentes. O médico não descobre o que é. E, de repente, este também fica cego. E a secretária. E o farmacêutico. E o motorista do táxi. E... é uma epidemia de cegueira. Inexplicável epidemia. Ninguém sabe como, de onde, por que. O fato é que um país inteiro começa a enxergar somente uma branquidão imensa. O que aconteceria em uma nação de cegos? Muitos não conseguem voltar pra casa. Trabalhar? Como se a maioria não consegue nem mesmo voltar para casa? Escasseia água. Escasseia comida. Escasseia higiene. Em qual ponto o homem perde sua civilidade e vira bicho? Sem ver, sem julgar. Até onde chega o ser humano?

Nem preciso dizer o quanto é bom ler. Mas às vezes é bom lembrar as pessoas.

2046: DELE NÃO É POSSÍVEL VOLTAR

 2046, OS SEGREDOS DO AMOR, 2004, China, França, Alemanha, dir: Wong Kar Wai. O título refere-se ao ano em que Hong Kong, antiga colônia britânica, perde sua liberdade política e econômica depois de um período de 49 anos para o governo da China. O filme acontece nos anos 60, em Hong Kong. Chow Mo Wan, um ex-jornalista mulherengo, hospeda-se em um hotelzinho podre para escrever um romance no qual um trem tem como destino o ano de 2046 e seus passageiros têm como objetivo recuperar suas memórias perdidas. Na realidade, 2046 é o quarto vizinho ao seu no hotel e o detalhe é que ele parece ter uma obsessão pelas ocupantes, sempre envolvendo-se com elas de alguma forma. As personagens do seu livro são inspiradas nessas pessoas que já passaram e marcaram sua vida de alguma forma, algo como uma projeção de seus sentimentos e acontecimentos, amores e arrependimentos. Se essa sinopse lhe pareceu um pouco confusa, espere até ver o filme. São mais de duas horas de atenção e, provavelmente, deve ser revisto para ser bem compreendido. 2046 levou anos para ficar pronto e teve um orçamento de 12 milhões de dólares. Esta é a segunda vez em que Tony Leung, Maggie Cheung e Zhang Ziyi filmam juntos (a primeira foi em "Herói"). Como na maioria dos filmes orientais, a atenção com as cores, a fotografia, o figurino e a trilha sonora é óbvia, mas se sua intenção é ver um filme leve para relaxar, esqueça. Já para quem gosta mesmo de cinema, excelente pedida para esses dias de janeiro onde parece que nada acontece.

FELIZ ANO NOVO!

Barra do Sahy, litoral norte de Sampa.

10 pessoas, 40 graus na sombra, 70 opções de bons cds, 5 sorvetes Rochinha por dia, 26 picadas de mosquitos diversos. Só rango bom, só risada, só pessoas do bem. Virada de ano tão boa que acabou num piscar de olhos...  

 (Pitzan, eu, Shaw, Lumbris, Júlia, Pg, Melissa, Caio e Fran)

 (O que pode ser melhor do que fazer nada?)

 (Fazer nada com amigos queridos!! Melhor que isso?)

  (Fazer nada com amigos queridos ao redor de uma panelona de brigadeiro!)

Depois, de volta à vida normal. Poluição, cimento, correria... eu amo Sampa!

ADEUS ANO VELHO!

2005 vira 2006. Tudo novo, de novo.

E 2005? Beat Junkies, Quasimoto, Aesop Rock, De La Soul, Guru e fechou perfeito com Jurassic 5. Aliás, perfeito mesmo. Os caras fizeram "O" show e mesmo quem não se amarra tanto nos caras, não acreditou na vibe. Muita presença de palco. Muito ensaio. Muita perfeição. Muito carisma.

 (Contra Fluxo e Munhoz, muita pressão! Meia hora bem aproveitada, showzaço!) 

 (Em seguida, Quinto Andar completo, quebrando a tradicional formação do Piratão. De Leve, Shaw, Lumbris, Congelado, Tapechu, Kamau, Castro e, por incrível que pareça, o primeiro show do Matéria com o coletivo. Aliás, em resposta deles ao Zeca (Boomshot): "Um coletivo não é um grupo e sim, várias partes que existem individualmente e se juntam em prol de algo maior. O integrante solo dá força ao coletivo e vice-versa, numa espécie de micro sociedade com os mesmos princípios, cada um com seu corre." Belo Horizonte, Sampa, Osasco, Nikiti e Rio unidos no mesmo palco.)

 (No público não foi diferente. Gente de tudo quanto é canto compareceu em peso!!)

 (E quando entra o Jurassic... Aaafe! O verso "4 mcs that sounds like one" nunca pareceu tão propício.)

 (No domingo, não consegui tirar fotos do Mamelo e Parteum... só na hora do Jurassic consegui me enfiar lá na frente ("dá licença, opa, desculpa, com licença, nossa pisei no seu pé, foi mal, só mais um pouquinho, ops...")...) 

 (e curtir o show MESMO, do tipo pular, cantar e passar mal...)   

 (No meio da galera...) 

Lumbris, Funk e eu

 (... só pessoas...) 

Verônica, Roberta, Lê, eu Fê, Gee e amiga delas

 (...muito...) 

Shaw, Tapechu, Funk e Caio

 (...queridas...) 

Coke, Me e eu

 (...espalhadas...) 

Zeca MCA

 (...por toda...) 

eu, Pit, Vê, Camilinha e Caio

 (...parte!)

eu, Biei e Diko

Domingão acabou com aquela sensação de "mas já?"...

E dezembro voou. 2006 aterrisou. Mas já?

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